1.06.2012

2012. Uma promessa do fim do mundo.

Sim, nós criamos o blog, depois não demos continuidade, e agora estamos aqui.

2012, vida nova. Aham.
Assim como 2011 também era, 2010, 2009, 2008, 2007....
Vamos fazer uma retrospectiva sobre frescurite.
Em 2007 eu me formei... em 2008, eu passei a ganhar meu (modesto) salário de recém-formada. E daí começaram os problemas de vício em frescuras.
Foi quando eu comecei a fazer as minhas unhas semanalmente. Eu sempre achei a maior bobagem do mundo gastar dinheiro com manicure. Até eu conhecer a minha manicura, Sra. Cleide (Deus no céu, Cleide na terra).
Tá. Eu fazia as unhas, mas não contava. Eu só passava Renda.

Até que eu comecei a trabalhar num salão com estética.
Uma queridíssima amiga e designer de sobrancelhas me olhou e falou "Nossa! Quem faz suas sobrancelhas???"
Eu respondi, toda feliz e lisonjeada "Eu mesma!!!"
Então ela responde com um sorriso incrível: "Percebe-se. Sente já na minha cadeira"
Pronto. Eu nunca mais fui a mesma. Meu rosto mudou, e eu me tornei uma dependente química de pinças.

Então... eu comecei a viciar em californianas. Eu nunca tive saco para salão, mas... lá eu estava. Trabalhando. Num feriado. Minhas pacientes me deram o maior cano da vida. Meu querido amigo e cabeleireiro Gil estava lá.... sem fazer nada... com todo aquele pó descolorante dentro do armário, sem ser usado. Foi ali que eu comecei a querer ficar mais "iluminada". Bolshit. Mulher não envelhece, enlourece.

Daí comecei a trocar o Renda pelo Romã.
Comecei a fazer meu pé.
Descobri oque era uma Gomagem.

Troquei os brincos de hippie de dois reais, por umas bijoux mais finas (também provenientes da 25, mas.... mais adultinhas).

Comecei a comprar esporadicamente em lojas legais. Mesmo achando um roubo, mas aquela peça de roupa valia à pena.

Em abril de 2009 minha vida mudou radicalmente.
Foi quando eu comprei o meu corretivo da MAC. Eu estava no shops. Sentei na bendita cadeirinha, e aqueles malditos vendedores sabem me ganhar. Caí como uma patinha.

"Meldels! Fiquei completamente sem olheiras.... (já usava corretivos, mas nada comparado à aquilo). Vou levar. Quanto é?"
"Vintecinco reais."
Pensei "nossa que caro" mas falei "Passa do débito!"
Continuei batendo papo com a minha amiga.... digitei a senha sem olhar. Quando olhei o comprovante.... R$75,00... Eu sou surda, ou a vendedora era fanha.
Contém 10ml. é R$7,50 por ml. Tem idéia?

Nunca, reitero, NUNCA tive um dinheiro tão bem gasto.

Então.... veio a base (de novo.... mesmo comprando no Brasil, vale à pena).
Daí foi ladeira abaixo. Eu não sou como as outras blogueiras... eu não tenho tudo importado. Porque..... Não tenho cartão de crédito.
E por quê? Vocês já assistiram aquele filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom???? Eu não poderia ter um cartão de crédito. Porque simplesmente... uma echarpe verde... muda a minha vida, e se torna a razão do mundo existir.

Fora que eu sou contra o consumo exagerado... de verdade. Mas se deixar, eu me torno o conceito da expressão "Consumismo desenfreado". Vide a minha última aquisição. Uma saia longa dourada de seda pura, com um barrado degradê em verde. Nem me pergunte quanto ela custou. Custou 25% do meu (modesto) salário de fisioterapeuta. Ela é linda? É. Ela é mágica. É. Ela é chique? É. Eu poderia comprar? Não. Mas....

Passei essa virada de ano com ela. Muito luxuosa, esperando que aquele dourado todo.... atraia muito dinheiro. E me faça ser rica este ano.

Não adianta gente... só a gente sabe a felicidade de usar um Ruby Woo.
De comprar uma Melissa, daquelas totalmente conceituais, que você tem que adptar todo o seu guarda roupa para usar.
De chegar aquela caixinha LINDA escrito Glossy Box....
E de seguir a Benefit no facebook.
Melhor do que tomar vinho, que é antioxidante...



Uma Dose de Frescura diária.... combate a depressão.